domingo, 10 de agosto de 2014

Escritora de autoajuda, a coreana Choi Yoon-Hee, comete suicídio

Matéria originalmente tirada daqui, indicada pela amiga Va Feltrin.

Esclarecimento: Alertados por leitores, apuramos que o caso não ocorreu em 2014. Na verdade, o suicídio da escritora aconteceu em 2010. A matéria foi atualizada. Pedimos desculpas aos leitores pela falta da informação correta.

Contradizendo tudo o que pregava em seus mais de 20 livros e na televisão, a coreana Choi Yoon-Hee, famosa por prestar autoajuda para que as pessoas encontrassem a felicidade, cometeu suicídio, junto ao seu marido, aos 63 anos. O caso aconteceu em agosto de 2010.

Conforme informam as agências de imprensa da Coréia, Yoon-Hee - também conhecida como a "sacerdotisa da felicidade" - enforcou-se junto com seu marido na habitação de um motel de Goyang, ao norte do Seul. Seu marido tinha 72 anos.

Yoon-Hee deixou uma carta pedindo desculpas aos seus seguidores, familiares e amigos, e explicando os motivos de suicidar-se. A carta foi divulgada pela polícia. "Tive um momento muito difícil porque sofro do pulmão e do coração".

Em seus livros de autoajuda, a escritora pregoava fórmulas para alcançar a felicidade e a esperança no país desenvolvido que conta com a taxa de suicídios de mulheres mais alta do mundo e a segunda mais alta para os homens, depois do Japão. 

***

Choi Yoon-Hee escrevia livros de autoajuda e não era exatamente feliz, tanto que acabou cometendo suicídio. Como se explica isso?

Escrever livros de autoajuda é uma profissão e não precisa necessariamente refletir o que o autor sente ou pensa sobre a vida. São só palavras. Palavras em troca de dinheiro, fama, prazer ou seja lá o que for. Podem até levar algum alento a leitores ávidos que precisam ter em que se apoiar ou alguém que lhes diga como o mundo é belo e que viver vale a pena e que, sim, eles conseguem fazer tudo que desejarem, mas, no fim das contas, são só palavras. O que os leitores vão fazer ou deixar de fazer com aquilo, é problema deles.

É por isso, entre outras coisas, que não acredito em livros de autoajuda, assim como não acredito em astrologia, simplesmente porque são elementos exteriores a nós. Acredito que todos os conflitos que temos precisam ser encarados e resolvidos por nós mesmos - não são livros de autoajuda que vão resolvê-los e nem indicar o caminho mais certo ou a melhor decisão a ser tomada, porque isso cabe a nós, o nosso destino e as escolhas que fazemos são responsabilidade nossa.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A ilusão vendida em livros de autoajuda

Obras sugerem que leitores superem problemas com otimismo e receitas de comportamento

O conceito de “self-made man”, ou seja, daquele que sobe na vida às custas do próprio esforço, é cada vez mais difundido. Segundo essa ideia, para conquistar êxito em todos os sentidos basta confiar em si mesmo e ir à luta. Por meio de argumentos como esses, os livros de autoajuda conquistam adeptos e vendem milhões de exemplares no Brasil e no mundo, de acordo com Anna Flora Brunelli, professora do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce), câmpus de São José do Rio Preto.

O gênero da autoajuda vale-se de vários recursos linguísticos relacionados à confiança e à certeza. “Dessa forma, esse discurso se transforma numa espécie de tábua de salvação para todos os que se sentem inseguros e incertos, especialmente quanto à sua situação financeira”, afirma a pesquisadora.
Outra característica, segundo Anna, é a quantidade de enunciados imperativos. “A autoajuda oferece supostas receitas contra a angústia, o medo, a falta de confiança própria, como se realmente pudesse resolver os problemas do sujeito contemporâneo, que, perdendo as antigas referências, precisa que lhe digam como gerir sua vida”, avalia a docente, autora da tese O sucesso está em suas mãos: análise do discurso da autoajuda, defendida na Unicamp em 2004.

A ilusão, para Anna Flora, é um dos componentes embutidos nos enunciados: “Dizer que cada um constrói seu próprio destino é desconsiderar as condições sócio-históricas a que estamos submetidos”, enfatiza. A docente acredita que esse gênero sustenta um ideal do capitalismo. “A autoajuda induz o sujeito a mudar sua forma de pensar para obter sucesso, em vez de questionar a realidade em que vive”, explica.

Força de vontade – Ideias como “self-made man” ou “make money” (“fazer dinheiro”) são comuns no meio empresarial pós-moderno. Ao analisar os textos do kit promocional e de publicações da empresa de vendas em rede Amway, que teve sucesso na década de 1990, Anna Flora também identificou a certeza como o sustentáculo desse discurso.

A lei da atração, que se tornou famosa com a obra O segredo, de Michael Losier, é mais um exemplo apontado por Anna Flora. Segundo o livro, essa seria mais uma lei do universo, pela qual os seres humanos podem atrair tudo o que desejarem, de bom ou ruim. “A tese da lei da atração utiliza o discurso científico como sustentação”, analisa. “Uma vez que a ciência é a voz da razão, é um discurso altamente persuasivo.” 

A pesquisadora afirma ainda que, no discurso da autoajuda empresarial, o argumento religioso é pouco utilizado. “Isso acontece, geralmente, em livros de autoajuda ligados à saúde”, diz.

Ligya Aliberti

Texto tirado originalmente deste site

Obs: revisei o texto de acordo com as novas regras ortográficas.

Obs 2: tive aula com a profª Anna Flora na faculdade e não sabia que ela também se interessava por estudar a linguagem de autoajuda. Quando tiver tempo, quero ler a tese dela, deve ser interessante.


Para quem tiver interesse em baixar a tese da profª Ana Flora Brunelli, "O sucesso está em suas mãos: análise do discurso da autoajuda", de 2004, ela está disponível na Biblioteca Digital da Unicamp. Basta fazer um cadastro rápido e baixar. O arquivo está em PDF.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O romance cura? Da autoajuda à autoatrapalhação

Ótimo texto do Sérgio Rodrigues no Todoprosa.

21/09/2013
às 9:00 \ Pelo mundo

O romance cura? Da autoajuda à autoatrapalhação

Em entrevista à seção de livros do “New York Times” (aqui, em inglês), o cantor e compositor Sting se sai com uma boa tirada quando lhe perguntam se é leitor de livros de autoajuda: “Livros de autoajuda? Isso não é um oxímoro?”. Gostei dessa ideia de que livros de autoajuda podem ser, mais que um gênero besta, um gênero cujo próprio nome exprime uma contradição em termos, proposição absurda em que um elemento nega o outro. Como, para citar o clássico exemplo sacado por Groucho Marx, “inteligência militar”. Ora, se é livro, não pode ser de autoajuda – e vice-versa. Na melhor das hipóteses será de autoatrapalhação.
É claro que há nisso um tanto de exagero ditado pelo gosto: se alguém acredita que se autoajuda lendo autoajuda, é provável que se autoajude mesmo, e não há nada que Sting possa fazer para mudar isso. Nem eu. O que eu posso fazer é me lembrar vividamente, tendo a frase do ex-líder do Police como madeleine, de um tempo remoto em que o trio inglês ainda nem existia e Clarice Lispector era para mim o exato oposto da autoajuda. Caramba, como eu tinha medo daquela mulher.
Estou falando da minha adolescência. Uma adolescência que não foi especialmente difícil ou atribulada, mas foi adolescência mesmo assim: aquele tempo de confusão, paixão, violência e medo que todo mundo que já esteve lá conhece. Na maior parte dos dias eu conseguia me sair razoavelmente bem, olhando o caos desesperador do mundo sem vê-lo, fingindo que tudo estava no seu devido lugar e nada tinha como dar errado. Aí calhava de ler duas páginas de Clarice e pronto: o caos desesperador do mundo me acertava em cheio no nariz e eu levava mais algumas semanas até ser capaz de fingir outra vez que tudo estava no seu devido lugar.
Porque, claro, não estava. Nada nunca está no seu devido lugar. Mais tarde nos acostumamos a isso, mas há um momento na vida em que a ideia é nova e aterradora, e naquele momento o grande arauto do meu desespero se chamava Clarice Lispector. Adulto, nunca fui capaz de reconstituir inteiramente aquele desassossego. Reconheço os atos de vandalismo que a autora de “Laços de família” promove nas fundações da linguagem, compreendo seu poder desestabilizador de uma forma que nem em sonho estava ao meu alcance na época, mas nada disso me afeta tão fundo agora. Aquele paroxismo de autoatrapalhação pertence ao passado.
Mesmo assim, ficou como um marco, um lembrete eterno de duas verdades pessoais. A primeira é que a literatura é perigosa e pode, como talvez nenhuma outra linguagem, bagunçar consideravelmente nossa paisagem interior, como uma ventania que entra pela janela e põe todos os papéis para dançar. A segunda é que isso, ainda que doloroso, pode ser também desejável – eu morria de medo de Clarice, mas sempre voltava a ela. Deve ser a tal atração do abismo.
Talvez se possa acrescentar ainda uma terceira verdade: apesar de todo esse burburinho, reduzir a ele o gesto estético, que é necessariamente gratuito, seria abastardar a arte. Seja lá o que for a literatura, ela é com certeza muito mais do que o efeito – calmante ou perturbador – que pode provocar na alma do leitor.
Curiosamente, poucos minutos depois dessa viagem ao passado motivada pela declaração de Sting, meu navegador me leva a desembarcar num artigo (aqui, em inglês) do “Guardian” sobre um livro chamado The Novel Cure: An A to Z of Literary Remedies (“A cura pelo romance: remédios literários de A a Z”), de Susan Elderkin e Ella Berthoud. Intensamente elogioso, o artigo é escrito por um médico e me obriga a reler algumas de suas passagens para me certificar de que não é irônico. Não é.
O livro, conforme descrito na resenha, é uma lista alfabética de doenças e aflições, males de corpo e alma, cada um deles seguido da recomendação de uma ou mais obras de ficção cuja leitura seria capaz de curá-lo. Sério. Exemplos? Perda de libido – “Elogio da madrasta”, de Mario Vargas Llosa. Angústia existencial – “Sidarta”, de Hermann Hesse. Amor não correspondido – “Os sofrimentos do jovem Werther”, de Goethe (porque, como se sabe, não há remédio mais eficaz para a dor do amor não correspondido do que o suicídio). Ah, e o meu preferido: dentes sensíveis – “Henderson, o rei da chuva”, de Saul Bellow.
A ideia seria excelente para um livro de humor, mas não temos tanta sorte. Ainda que o tom seja bem-humorado, já se vê que a intenção é produzir uma obra de autoajuda mesmo. Uma autoajuda “biblioterápica”, com verniz intelectual, como a que fez a fama de Alain de Botton – e tudo fica mais claro quando se sabe que as autoras de The Novel Cure são colegas dele na School of Life, uma escola londrina especializada em cursos desse tipo. O oxímoro de Sting faz cada vez mais sentido.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Ler poesia estimula mais o cérebro do que ler autoajuda

Ler autores clássicos estimula o cérebro, diz estudo

Ler autores clássicos, como Shakespeare, William Wordsworth e T.S. Eliot, estimula a mente, e a poesia pode ser mais eficaz do que os livros de autoajuda em tratamentos, segundo estudo da Universidade de Liverpool publicado nesta terça-feira (15).
Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa da Universidade monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários que leram os primeiros trechos de textos clássicos e depois essas passagens adaptadas para a "linguagem coloquial".
Os resultados, que serão apresentados nesta semana em uma conferência, mostram que a atividade do cérebro "dispara" quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas de uso corriqueiro.
Esses estímulos se mantêm durante um tempo, potencializando a atenção do indivíduo, segundo o estudo, que utilizou, entre outros, textos de autores ingleses como Henry Vaughan, John Donne, Elizabeth Barrett Browning e Philip Larkin.

Tratamento poético
Os especialistas descobriram, também, que a poesia "é mais útil que os livros de autoajuda", já que afeta o lado direito do cérebro, onde são armazenadas as lembranças autobiográficas, e que ajuda a refletir e entender o assunto de outra perspectiva.
"A poesia não é só uma questão de estilo. A descrição profunda de experiências acrescenta elementos emocionais e biográficos ao conhecimento cognitivo que já possuímos de nossas lembranças", explica o professor David, encarregado de apresentar o estudo.
Após o descobrimento, os especialistas buscam, agora, compreender como afetaram a atividade cerebral as contínuas revisões de alguns clássicos da literatura para adaptá-los à linguagem atual, caso das obras de Charles Dickens.

Publicado originalmente na UOL Notícias - Ciência / Cérebro e Mente, em 15/01/2013.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Anatomia literária - livro de autoajuda

Enquanto preparo o próximo post, mais útil, fiquem com essa piada:


Contribuição da Yuri. Obrigada, Yuri! :)

domingo, 11 de setembro de 2011

"O Segredo" ajuda ex-presidiário ficar rico

É, o título do post é "um pouco" sensacionalista, concordo. Mas eu também fiquei impressionada com essa notícia que li na Folha.com há alguns dias:

Empresário sai da prisão, abre negócio com R$ 700 e acumula quase R$ 1 milhão
CAMILA MENDONÇA
DE SÃO PAULO



Rogimar Rios, 35, queria abrir um negócio, mas tinha R$ 700 na conta bancária.

Para conseguir os R$ 30 mil necessários para montar uma loja do setor moveleiro, no qual atuava como vendedor, ele fez um planejamento detalhado de tudo o que queria. Com o plano em mãos, conseguiu convencer os gerentes com os quais trabalhava a serem seus sócios.

A loja começou a operar no fim de 2008 -- depois dela, os empresários abriram mais quatro unidades. Mas, diante de desentendimentos, Rios decidiu seguir sozinho. Vendeu sua parte e adquiriu, no ano passado, uma franquia da Todeschini, do setor moveleiro.

"Meus R$ 700 viraram quase R$ 1 milhão", diz.


Fazer seus reais se multiplicarem não foi a única façanha do empresário.

Em 2002, em uma única semana, conta, Rios perdeu a noiva e o emprego e assistiu à separação da mãe. "Não sabia como lidar com aquilo, parecia que nada fazia sentido e fui roubar", conta.

Tentou assaltar um executivo, mas foi pego antes de executar o plano, ainda em 2002.

Após quase dois anos preso, o empresário foi morar com o pai e começou a vender temperos na rua. "Percebi que tinha condições de trabalhar com pessoas."

Cinco meses depois, passou a trabalhar como ajudante em uma loja de portão automático, ganhando um salário mínimo.

"Não conseguia nem me divertir, o que eu ganhava só dava para ir a lanchonetes comer com minha esposa, e isso me revoltava."

Insatisfeito, Rios conta que deu "a grande virada" quando comprou o DVD do livro "O Segredo", em 2004. "Quando eu assisti àquele vídeo, não tive ideia da mudança que causaria na minha vida e pensei: 'vou dominar o mundo'."

INSISTÊNCIA

A partir dessa experiência, o empresário decidiu que caberia a ele mudar a situação na qual se encontrava. Soube de um processo de seleção para ser vendedor em loja de móveis. Mandou um currículo por dia. "Até que recebi um e-mail do RH dizendo que bastava apenas um currículo -- tive a certeza de que receberam."

Mesmo sem ensino médio completo, Rios passou no processo, no qual concorreram 120 candidatos, diz ele. "Foi por insistência [que fui aprovado]."

Antes de abrir o negócio, Rios trabalhou por mais de dois anos como vendedor. "Recebi muitas críticas, ficava chateado e não vendia", afirma.

Mas decidiu "cuidar melhor do lado emocional": vendeu mais e tornou-se subgerente de duas lojas da rede em que trabalhava.

Hoje, sua empresa conta com cerca de 30 funcionários.

Essa matéria foi originalmente publicada aqui.


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Ok, não duvido mais que os livros de autoajuda às vezes podem funcionar.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Tipos de leitores de autoajuda

“Religiosos”: Sempre estão lendo algum livro de auto-ajuda. Recorrem a eles sempre que necessitam e tentam convencer colegas e amigos sobre a importância dos efeitos da leitura.

“Criteriosos”: Selecionam a leitura por tema relevantes. Lêem livros indicados e recomendados por conhecidos e têm noção que aproveitarão apenas parte do conteúdo, e não o todo.

“Enrustidos”: Afirmam que lêem, mas tendem a explicar muito que é uma leitura ocasional. Não assumem nada que comprometa sua imagem de leitor independente e eventual. Sabem que há preconceito, e preferem evitar críticas e confrontos.

“Complacentes”: Mesmo recomendados, os livros de auto-ajuda são vistos como superficiais e pouco convincentes. Acreditam que é um nicho importante para algumas pessoas e tendem a defender aqueles que lêem.

“Céticos”: São muito críticos em relação aos livros de auto-ajuda profissional e a seus leitores. Não lêem esta literatura de forma nenhuma e acreditam que esses livros são totalmente comerciais e de aproveitamento “zero”. Defendem outros meios de desenvolvimento profissional.

Esses perfis foram extraídos do site www.administradores.com.br. Gostei desse artigo ("Pesquisa revela perfil de leitor de auto-ajuda"), de 02 de abril de 2007, pois trata da autoajuda no âmbito profissional. O Ateliê de Pesquisa Organizacional conduziu um estudo sobre a influência dos livros de autoajuda profissional em profissionais e executivos e qual o seu impacto nas empresas.

Segundo os participantes da pesquisa, os livros de auto-ajuda profissional:

- ocupam um espaço, antes vazio, na busca de respostas;

- preenchem as expectativas de dar rumos a situações obscuras;

- oferecem maior segurança para lidar com o cotidiano de trabalho,

- encaminham ações e confirmam ou criam novas perspectivas ou percepções.


Vale a pena ler o artigo na íntegra.

Já tive de ler livros de autoajuda profissional indicado por uma das empresas onde trabalhei e, nesse caso específico, senti que havia uma dificuldade de a empresa admitir que ela tinha vários problemas. Ela não tinha problemas, o problema estava nos funcionários, então tentaram mascarar o problema nos fazendo ler um livro e assistir a algumas palestras de motivação profissional.

Não sei se a função dos livros de autoajuda profissional seria essa: mascarar problemas das empresas e fazer com que os funcionários se sintam responsáveis por resolver todos esses problemas.